Ethos! A Fábula da Justiça

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Diálogo entre Platão e Adicia,
Platão – A suprema corte do seu país possui códigos de ajustamento social? Códigos
que expressem e exijam das divindades da justiça experiência, sabedoria, competência,
racionalidade, retidão ética e moral e sobretudo isenção na prática do juízo?

Adicia – Sim, existem códigos prescritos e uma carta magna redigida com vistas a
transformar a sociedade em vilã e a justiça e os políticos em grandes heróis do estado. A suprema corte é formada por onze divindades, daemones, que habitam o Monte Planalto.

Platão – Os daemones são bem remunerados?

Adicia – Sim, eles são. Recebem em média 42 vezes mais do que a grande maioria dos
cidadãos sem eira nem beirenses. A justificativa para o elevado salário se dá com base
na isenção da prática do juízo. É de se admitir que o cargo de daemone exija da
divindade conduta ilibada.

Platão – Como eles ascendem ao status de divindade?

Adicia – Existe toda uma movimentação em torno dos nomes dos possíveis candidatos
ao cargo de daemone. Normalmente, a escolha envolve indicações feitas por raposas
políticas conhecedoras do galinheiro e próximas ao governo, reuniões secretas,
movimentações de bastidores, pressões midiáticas e partidárias. Por fim, a indicação é
feita por Hades, o temeroso executivo administrador do submundo. Nem sempre o nome
indicado é o do candidato que apresenta melhor currículo e idoneidade para o cargo.

Platão – Tal sistemática não gera controle político do daemone escolhido?

Adicia – Perdoa-me, mas sou suspeita para responder a questão formulada já que sou
cria desse apuramento, o que pode induzir a sociedade a pensar que também sirvo
como massa de manobra para políticos inescrupulosos.

Platão – Eles são trabalhadores assíduos? O custo de manutenção da corte e a
celeridade das decisões judiciais correspondem aos anseios da sociedade?

Adicia – Diferentemente da maioria dos trabalhadores sem eira nem beirenses, os
daemones têm direito a 60 dias de férias. O custo de manutenção da suprema corte do
Monte Planalto em 2018 será de R$ 714 milhões de reais, bem superior ao orçamento de grande parte das instituições de ensino do estado. Quanto as variáveis [custo, benefício (matéria julgada)], décadas de monitoramento permitem concluir que são grandezas inversamente proporcionais. Euclides!

Platão – E o que diz Dice?

Adicia – Pobre Dice! Ela prega que o equilíbrio é essencial, mas a razão ao julgar os
escroques é só um detalhe fato que descompensa a balança. Parte dos daemones da
corte se negam a trabalhar de forma justa e perfeita pois se acham donos da razão.

Platão – O que fazer para tornar eficientes os daemones do país sem eira nem beira?

Adicia – A princípio consultei Têmis e fui aconselhada a contactar Drácon, Sólon e
Clístenes com vistas a colher suas opiniões quanto a dar ordem aos desmandos
produzidos pelos daemones no Monte Planalto. Em meio ao debate as opiniões dos
legisladores convergiram para a seguinte conclusão: a justiça do país sem eira nem
beira é uma piada de mau gosto. Para reverter a situação atual é necessário quebrar os
paradigmas de luxuria crias da própria justiça de maneira a tornar seus representantes seres humanos racionais, éticos, honestos e dignos do exercício da lei cuja finalidade é trabalhar em prol do desenvolvimento da nação, rumo a prosperidade e ao bem estar social dos cidadãos.

Por fim, Platão admirado com a opinião dos legisladores citados reafirma as palavras de Sólon, a riqueza gera a saciedade, e a saciedade a incontinência e conclui: este é o
retrato falado e escrito da justiça do país sem eira nem beira.

Que país é esse.

Por que o país sem eira nem beira é o país que é?

Cabral 2

Vias de subdesenvolvimento.
O grande arquiteto do pedaço, o deus brasileiro, um belo dia se sentiu
motivado a criar o paraíso ideal. Não aquele paraíso real habitado por Adão e
Eva, cria do Deus verdadeiro. Então, separou uma grande extensão territorial
em região tropical e plagiando a estatística de Maxwell e Boltzmann, semeou
florestas diversificadas e povoou-as com diferentes animais, criou grandes
mananciais hidrográficos inundando-os com plantas, animais aquáticos e
sereias, fez seres humanos primitivos com diferentes pigmentações migrarem
dos mais diversos recantos do planeta para a terra prometida e se agruparem
em tribos, originando diversas etnias indígenas, além de alimentar grandes
áreas desse vasto território com petróleo, ferro, ouro, em fim com as mais
variadas riquesas minerais. Com isso criou a ilusão que nesse território
floresceria a nação que serviria de fonte de inspiração para todas as outras
nações terrestres e que sem dúvida seria a maior nação do mundo. Após todo
o esforço praticado na criação da obra, o grande mentor, trabalhador
exemplar, resolveu descansar e dormiu profundamente.
Eis que o homem branco, seu concorrente imediato após a criação,
contando com o auxílio de um mentor externo muito rico apelidado de
monarca, embarcou em uma das caravelas sob seu comando e meio sem
querer aportou na terra desconhecida e logo tomou posse. Sem dúvida esse
foi o exemplo mais notório de invasão dos sem terra. O mais interessante é
que deu certo. A reforma agrária foi implantada de imediato. Ao despertar, o
grande arquiteto do pedaço se viu lesado. O impostor, sob os auspícios da
justiça já estava com a escritura pública lavrada em cartório e contando com o
auxílio da força pública despejou o grande idealizador da maravilhosa obra,
prontinha para ser explorada. Assim, nasceu o país sem eira nem beira.
Devido a grande extensão de terra, seu dono, o famoso monarca,
decretou alguns atos emergências com objetivo saquear de maneira mais
eficiente, o país sem eira nem beira:
• dividir o vasto território em capitanias hereditárias.
• importar todas as espécies de degradados do longínquo reino para gerenciar
os saques no país.
• importar mão de obra boa e barata do continente africano.
• miscigenar negro, branco, índio, entre outros e criar um ser especial. Que
baita de planejamento social!
Foi a partir desse último ato que o grande arquiteto do pedaço, preparou
sua vingança. Para tal finalidade, seguindo as orientações de Nicolas Flamel,
formulou a receita de mistura de genes em um grande caldeirão borbulhante
de extrato de arabutã, do qual emergiu já como celebridade global o ser mais
irracional, narcisista, insensível, egoísta, aético, consumista e singular do
universo. O sem eira nem beirense.
Passaram-se os séculos e sob pressão francesa, o grande monarca
resolveu com sua família tirar um período de férias no país sem eira nem beira.
Após diversas comemorações regadas a muito vinho periquita e pernil
feminino, deprimido por estar distante do seu país de origem resolveu voltar.
Então, nomeou como seu representante no pedaço, o filho, Pedro de
Alcântara. Certo dia, o agora D. Pedro I, confidenciou a seu amigo Agildo, que
acordou com uma puta enxaqueca após forte discursão com Titília sua deusa
e resolveu gritar bem alto “independência ou morte”. O grito ecôo ultramar e
certamente contrariou seu pai, o verdadeiro dono do pedaço. Sabe quanto
custou essa independência aos cofres da jovem nação? Três milhões de libras
esterlinas, pagos ao reino ultramar como indenização. Na época, o país sem
eira nem beira já estava falido, a bondosa Inglaterra assumiu a divida e o país
liberto já nascia devendo a um dos mais tradicionais agiotas do mundo
moderno.
Assim, mesmo a contra gosto do tal monarca, o país sem eira nem beira
se tornou império e o então príncipe regente foi exaltado a condição de
imperador, recebendo o nome de D. Pedro I. Boêmio por natureza, porém
bastante enérgico, enfrentou várias revoltas e guerras sem falar dos conluios
políticos já existente na época. Rude, porém extremamente sensível, com
vistas a eliminar as discórdias entre brasileiros e portugueses, além dos
frequentes conflitos internos que ocorriam no país sem eira nem beira, D.
Pedro I abdicou da coroa em favor de seu filho, o também Pedro de Alcântara,
que recebeu o nome de D. Pedro II e imperou até 15 de novembro de 1889,
data em que foi proclamada a república do país sem eira nem beira.
Na atualidade, após o xeque mate aplicado a presidente disléxia, o país
passou a ser governado por uma raposa política extremamente esperta e bem
diferente de D. Pedro I, insensível aos anseios da nação e preocupado apenas
com a economia, fonte de excelentes rendimentos. Como tantos outros
políticos condenados pela operação lava jato, a raposa foi maturada pelo
regime militar que governou o país por 21 anos e quando da abertura política
permitiu o retorno da escoria exilada no exterior, revolucionários de araque,
que se apossaram do país. PQP… Quanta falta de tino político!
Amantes do carnaval, cerveja e futebol, grande massa de sem eira nem
beirenses não valoriza devidamente o país em que vive. Educação,
patriotismo, família e religião são coisas do passado, caretas para uma
juventude adepta da cultura de massa consumista, tendo como fonte de
inspiração os discursos que pregam as frescuras prostituintes da vida, uma
música onde se cultua dá o rabo e droga, muita droga. Esse é o pais que a
Globo quer. Forma premeditada de manter o status de maior produtora de lixo
cultural beirense.
O culto a uma economia falida é a principal via de inspiração da
imprensa falada, escrita e televisiva, sempre solidária a conjuntura política do
país. Vale ressaltar que o governo é a principal fonte de financiamento e
subsistência dessa imprensa narcisista. Seus especialistas, caricaturas
travestidas de competência, diariamente apresentam análises dislates e
contrárias a opinião pública sobre diversos temas, como por exemplo:
• economia – com relatos a respeito do exercício punhetológico das
bolsas de valores,
• política – onde buscam demonstrar o senso (i)lógico do governo, fator
imprescindível à manutenção de seus empregos,
• notícia-crime – prato predileto de repórteres vampiros que se nutrem
unicamente de sangue dos sem eira nem beirenses,
• sexologia – em que externam suas práticas sadomasoquistas, entre
outras.
Educação, ciência, tecnologia e saúde são temas irrelevantes. A demonstração mais recente da fértil imaginação e falsidade ideológica praticada por essa imprensa desqualificada, delinquente, fajuta e arrogante se deu durante a greve dos caminhoneiros, classe trabalhadora constituída por verdadeiros sem eira nem beirenses que ainda luta por uma causa justa.
Em pleno século XXI, vivenciamos um país cuja principal fonte de
inspiração para manutenção de seu subdesenvolvimento chama-se fórum de
São Paulo, onde o roubo se institucionalizou, a justiça é meio legal para
proteção de deliquentes com destaque para os políticos e a lei só é útil para
quem paga. E as forças armadas? Elas se predispõem a proteger o cidadão?
Ainda são vistas como guardiãs do estado democrático de direito? Sem
comentários. Termópilas é passado. Efialtes traiu. Leonidas morreu…

Que país é esse…

Cultura, arte e educação no país sem eira nem beira

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É só uma ideia!

1. Conceito de cultura – (Edward Burnett Tylor)

A palavra cultura de origem latina culturae primitivamente corresponde as ações de
cultivar, cuidar, nutrir ou de maneira mais empírica, a interação do homem com a natureza, a agricultura, isto bem antes de se relacionar com as coisas da mente, da inteligência, do sentimento humano. Cabe a Cícero, o grande orador romano, associar o vocábulo cultura a noção de gosto, de sensibilidade à beleza do artista e do cidadão quando de sua interação com a obra de arte. A afinidade pela beleza característica cultuada na Grécia, permite entender cultura como a atitude, ou ainda, o modo de relacionamento de civilizações com algo exclusivo como obras artísticas, poemas, músicas, obras filosóficas, entre outras. Quando tomada em seu sentido etnológico mais amplo, cultura ou civilização representa aquele todo complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, moral, direito, costumes e outros hábitos adquiridos pelo ser humano socialmente constituído.

2. Conceito de Arte – (Leon Tolstói e Hannah Arendt)

O vocábulo arte provém do latim ars, a princípio sendo associado a técnica, a
habilidade natural ou adquirida, a expressão de um ideal estético, entre outras
qualificações. Com relação a seu conceito, convém afirmar que a arte é um meio de
comunhão entre as pessoas. Isso porque ao interagir com uma obra de arte, aquele que a assimila entra em comunhão com aquele que a produz e com todos aqueles que simultaneamente concorrem para o mesmo tipo de sentimento artístico. Como se vê, a arte é um meio efetivo de interação humana necessário a vida, ao bem estar de cada homem e da humanidade com vistas a comunhão de sentimentos. É importante lembrar que a arte deve ser impressiva, mas não agressiva a ponto de ferir a sensibilidade de quem a aprecia.

3. Cultura, Arte e Educação beirense.

No país sem eira nem beira, cultura e arte, dantes brilhantes e universais, há muito
tempo declinam indo de mal a pior. Como explicar a derrocada? Bem, creio que a
explicação não seja muito difícil. A geração mico, a mesma que se envergonha da
companhia dos pais quando da presença de amigos é adepta da cultura de massa reflexo eminente da medíocre educação que molda sua formação. Nesse âmbito, a alegação dos  deslizes associados a pobre educação sempre se volta para a falta de verba como se o dinheiro fosse o grande mentor educacional do país. Por sua vez, os responsáveis pela educação em sua grande maioria pseudo-educadores, imbuídos exclusivamente de compromissos outros que os da formação educacional do cidadão servem de bobos da corte para políticos inescrupulosos, verdadeiros parasitas e o mais engraçado, eleitos e mantidos pelos sem eira nem beirenses. Os líderes educacionais a frente das instituições, crias de verdadeiras manobras políticas de associações e sindicatos em sua grande maioria acríticos e avessos aos números, munidos com tabelas e gráficos estatístico tentam demonstrar a excelência dos indicadores de qualidade de expedição de diplomas. Na prática, a sociedade vivencia os resultados desastrosos de uma educação pueril, retrato fiel da crise política que há muito tempo assola o país, causa principal do empobrecimento cultural e artístico do cidadão. Desde já reforço que qualquer crítica ao fato explicito deve ser feita aos mentores intelectuais do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, PISA, que atestam a falta de cultura geral dos alunos e o desastre que é a educação do país. Parodiando certo fulano inumano, a educação do país inexiste, existe apenas a ideia, discurso que reflete a incapacidade social de escolher representantes políticos inteligentes, honestos e éticos, capazes de estabelecerem o diagnóstico real da situação em que se encontra a educação administrada pelo Ministério Eclético da Corrupção, MEC. Para se superpor a ideia do egocêntrico cefalópode é necessário que a sociedade esclarecida e formadora de opinião seja capaz de eleger uma nova geração de políticos constituída por patriotas cultos, isentos de vícios e privilégios e comprometida em estruturar uma proposta de educação igualitária que valorize a escola, o ensino, a competência dos verdadeiros professores, a inteligência e o discernimento dos alunos. Nesse contexto, as condições educacionais, alimentícias e de atenção a saúde ofertadas aos jovens da escola pública devem ser as melhores possíveis. Porem, a seletividade tal qual a natureza deve ser a mais espontânea possível independente de ideologia política, etnia, sexo e condição financeira. A educação assim constituída deve ser extremamente criteriosa e premiar sobretudo o esforço, o empenho e a inteligência do aluno. Somente assim, cultura e arte, inseparáveis em essência embora conceitualmente diferentes aliadas a educação serão capazes de moldar o perfil de cidadão que anseia a família bra… Ih, por enquanto esqueci! Amanhã quem sabe recupere a memória e possa orgulhosamente soletrar bra-si-lei-ra.

Que país é esse.

Adicia! Quid-pro-quo no Monte Planalto

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Crítica ao pronunciamento.
Platão – Menina, quanta falta de tino! Tentar com seu pronunciamento amenizar uma
situação a princípio cria da breve lucidez dos daemones e que o vaidoso Poros, antes
eloquente defensor da idéia de prisão em segunda instância quer reverter a todo custo?

Adicia – Caro mestre você sabe que presidir o ajuntamento de daemones do Monte
Planalto é tarefa complexa e cansativa. Minha intensão foi apenas acalmar os ânimos dos cidadãos sem eira nem beirenses.

Platão – Menina, você acha que sou ingênuo. Com aquele malfadado pronunciamento você tentou induzir o cidadão a assimilar uma provável decisão tomada pelos medíocres daemones do Planalto, visando beneficiar o cefalópode ladrão com o habeas corpus impetrado pelos abutres que o defendem. Na realidade a democracia propalada no momento de transição política do regime foi fruto de verdadeiras raposas de galinheiro que redigiram uma constituição altamente conveniente aos devaneios de uma classe política sem escrúpulos constituída em sua grande maioria por oportunistas, ladrões, traficantes e latrocidas. Na propalada transição em comícios memoráveis onde se entoava em uníssono diretas já! diretas já! artistas vistos como representantes da alta cultura sem eira nem beirense entoavam o hino nacional em conjunto com o povo que inocentemente era utilizado como massa de manobra para sensibilizar os militares. Se hoje vivemos tempos de intolerância e intransigência, o momento decorre da falta de verdadeiros homens em meio aos poderes executivo, legislativo e judiciário elite em grande parte comprometida com a escória política e marginais que vilipendiam os cidadãos e afanam o país.

Adicia – Caro mestre! Não acha que está sendo demasiadamente crítico?

Platão – Com a inércia que os onze daemones da corte trata o caso em evidência, com idas e vindas nas decisões tomadas fato que demonstra total falta de definição jurídica, ainda assim você acha que estou sendo demasiadamente crítico? Ainda tem a coragem de aconselhar os cidadãos a se manterem serenos diante de uma justiça inoperante mimada com dengos e regalias? Quanta falta de seriedade! Falar de diferenças ideológicas não é tentar mascarar o verdadeiro problema, o cultivo da desordem social e a imposição do regime socialista, tendo a frente Narciso, o cefalópode parasita, analfabeto, sem escrúpulos e seu asseclas.

Adicia – Mestre! Não posso incitar os cidadãos e conduzir o país a desordem social, ao
incremento da violência, o que seria uma verdadeira catástrofe.

Platão – Será que você não consegue perceber que violência maior é o estado negar aos
cidadãos seus direitos fundamentais. Será que não se configure como crime negar aos
cidadãos:
– vida digna e norteada por família bem estruturada,
– educação com vistas a formar cidadãos éticos, honestos e competentes,
– hospitais, ambulatórios e creches com condições adequadas de atender a
população de maneira digna e humana,
– forças de segurança com condições efetivas de combater a criminalidade,
trabalho e salário justos;
– moradia adequada ao bem estar do cidadão e de sua família,
– direito natural de defender a si, sua família e a sua propriedade.

Lembro que em seu pronunciamento enfatiza que violência não é justiça sem no entanto observar que a justiça quando resguardada por uma constituição falha em seus princípios norteadores e códigos civil e penal ultrapassados contribui ativamente para impunidade e efetivamente para o incremento da criminalidade.

Adicia – E o fortalecimento da democracia?

Platão – Concluo que durante muito tempo os cidadãos sem eira nem beirenses
permaneceram deitados em berço esplendido. Agora, finalmente despertaram e estão
exercendo o poder que lhes confere a democracia. Finalizo o presente dialogo reafirmando que a verdadeira democracia cultua o estado de direito e o exercício de direitos e deveres humanos. Em um estado democrático, ninguém está acima da lei e todos os cidadãos são iguais perante a mesma. Não diga para ninguém, mas acho que tal princípio no mundo em que vivemos seja um dos mitos da democracia. Assim, em meio a duendes, anões, brancas de neve e outro bichos prego o trocadilho a seguir: daí aos ricos o que é dos ricos, aos pobres pão e água e aos políticos e juizes, a imunidade tão almejada.

PQP,

Que país é esse.

O Calamar, cefalópode presidente.

   Lula Preso

Inteligência de genética sem igual nunca precisou estudar fato que no país sem eira
nem beira o qualifica para presidência da república. Como todos seus asseclas sempre se destaca por apresentar duas características importantes, a primeira relativa a criação de um alfabeto particular composto pelos fonemas N, Ã, O sempre associados a tempos verbais que atestem irretocável idoneidade moral. A segunda associada a dinâmica transformista ou melhor a seu comportamento mimético, camuflagem sem igual. Em relação as características genéticas, a ciência explica que com raras excessões a visão do calamar é composta apenas por um pigmento visual fato que contribui para um daltonismo acromático, ele percebe apenas a matéria branca, preta e diferentes tons de cinza. Diante de tal limitação, uma das primeiras medidas do calamar presidente foi induzir o debate sobre questões de raça e gênero com intuito de gerar a discórdia essencial ao esfacelamento social da nação sem eira nem beira. Além dos oito braços comuns ao polvo, o calamar presidente possuí dois tentáculos. São funções de cada um de seus braços:

1. chefiar as quadrilhas do mensalão e da lava jato, ambas do morro do planalto;
2. lavar o dinheiro da Petrobras;
3. atrair grandes consórcios com vistas a apropriação de dinheiro público e
enriquecimento ilícito;
4. reformar as locas de Atibaia e do Guarujá;
5. doar o dinheiro recolhido com taxas e impostos pagos pelos sem eira nem
beirenses a países que há muito tempo já perderam as eiras e as beiras;
6. depositar indiscriminadamente as tralhas ofertadas por chefes de estados e
governos estrangeiros em armazém pago por calamar desconhecido;
7. administrar a agenda de palestras ministradas a duendes admiradores de sua
eloquência e discernimento a respeito do imaginário;
8. abrir a garrafa de pinga contendo sua guloseima preferida, o carangueijo.
Quando inquirido pela justiça a respeito de suas presas, o calamar em linguagem
formal sempre responde que não conhece, não sabe, não viu, não conversou, não
presidiu… Por tal fluência adverbial recebe a chancela de presidente mais relapso da nação sem eira nem beira. Aparentemente, alguns calamares membros da corte amoral do país acatam sua irreverência já que mesmo condenado em segunda instância continua com seu discurso de socialista analfabeto a dilapidar a moral dos sem eira nem beirenses e se mantém livre, sempre livre. Eta… modess!

Que país é esse!

Um país sem eira nem beira

Deusa Mut                                                                                                                                                                       (touregypt.net)*

Fevereiro! Mês de Carnaval!
Que Carnaval!

  Na a realidade, a festa momesca na Capital Política do país sem eira nem beira
se dá o ano inteiro. Em manchete falada e escrita, a crônica sem eira nem beirense
estampa que do desfile temático do ano em curso participam as fantasias: Saturno, o
grande executivo, Júpiter, o legislador implacável e Têmis, a campeoníssima corte
momesca, transgressora do regulamento do bal masqué e por isso hors concours.
  Santa Hatshepsut! Com 3500 anos, o festival da bebedeira realizado no templo da
deusa Mut, o então Woodstock egípcio cultuava a tríade música, droga e sexo com vistas
a fortalecer a amizade entre foliões e os deuses dono do pedaço. Em tempos modernos
o país sem eira nem beira também promove seu festival ou melhor seu carnaval no
Olympus Brasiliense e curiosamente não é muito diferente do evento ancestral exceto
pelo fato de ser considerada uma festa pagã. Em meio as comemorações vassalos
embalados com adereços, marchinhas, psicotrópicos diversos além de mostras
explicitas dos cinquentas tons de cinza participam das troças Democratas e Socialistas
destaques do desfile momesco. Saturno, como sempre preocupado com os excessos
recomenda a seus vassalos o uso de camisinha. Neste momento de fartura e diversão
quem vai pensar em aposentadoria? O melhor mesmo é cair na folia.
  Ao discursar na abertura do festival o grande executivo demonstra ampla lucidez,
bondade e reitera a seus vassalos que durante o evento todos estarão cobertos pela
previdência divina e receberão suas cotas de pão e cerveja equivalentes ao salário do
mês. A alegria é geral, contagiante e os gritos de viva Saturno ecoam no ambiente.
Porém, para não romper com a euforia e a unidade reinante ele com a esperteza que lhe
é peculiar omite de frisar que logo após o período momesco tal regalia será revista e
equalizada em nome de todos os vassalos sem eira nem beirenses. Certamente tal
medida se deve a influência de seu principal assessor, o também conhecido deus Min,
sempre ativo e apto a enrabar os dedicados vassalos foliões.
 
Que país é esse…